
[Intro] Lá na fábrica tem um homem de respeito Mas quando pega a ferramenta, sai defeito [Verse 1] Sertanejo, o mecânico biruta Chega cedo, mas a cabeça fica solta É industrial, conhece cada parafuso Às vezes acerta, às vezes dá rebuliço Pega a chave, procura a porca Quando vê, desmontou a porta Fala: “Calma, isso é procedimento” Mas ninguém entende o invento [Chorus] Ô Sertanejo, segura essa mão Tu conserta uma máquina e quebra o cafezão Esquece o crachá, perde o óculos no chão Quebra o celular e ainda culpa o parafusão Ô Sertanejo, que confusão Pudrim dá risada, Flávio perde a razão Se a oficina tá quieta, pode olhar no corredor Que ele tá aprontando alguma, meu senhor [Verse 2] Um belo dia Pudrim chamou na estrutura “Vem subir no andaime, me ajuda nessa altura” Sertanejo foi valente, cheio de disposição Mas enrolou a perna inteira no cabo do guincho então Ficou pendurado, balançando no ar Gritando: “Pudrim, vem me tirar daqui já!” Pudrim riu tanto que quase caiu também “Desce daí, Chaves, tu não é homem-aranha, meu bem!” [Chorus] Ô Sertanejo, segura essa mão Tu conserta uma máquina e quebra o cafezão Esquece o crachá, perde o óculos no chão Quebra o celular e ainda culpa o parafusão Ô Sertanejo, que confusão Pudrim dá risada, Flávio perde a razão Se a oficina tá quieta, pode olhar no corredor Que ele tá aprontando alguma, meu senhor [Bridge] Flávio, encarregado, chegou já bufando “Cadê teu crachá?” — ele foi procurando “Meu celular?” — virou sucata no chão “E o óculos?” — tava dentro da mão Aí veio o golpe, ninguém acreditou A garrafa de café da avó do rapaz quebrou Sertanejo disse: “Foi sem intenção!” Flávio respondeu: “Hoje tu trabalha só com a imaginação!” [Verse 3] Pudrim no canto não para de zoar “Chaves, meu amigo, vai se pendurar?” Sertanejo promete: “Agora eu vou mudar” Mas tropeça na mangueira antes de terminar No fim do turno, todo mundo já sabe Ele é atrapalhado, mas nunca se esconde Pode errar a peça, perder a visão Mas faz a fábrica rir de montão [Final Chorus] Ô Sertanejo, rei da distração Às vezes dá certo, às vezes dá explosão Crachá, celular, óculos e garrafão Viraram história lá no galpão Ô Sertanejo, levanta a cabeça Que amanhã tem serviço, ninguém se esqueça Pudrim chama “Chaves”, Flávio dá sermão E ele conserta o mundo com uma chave na mão [Outro] Se ouviu um barulho vindo lá do setor Não foi a máquina, foi o nosso mecânico inventor Sertanejo, biruta, mas gente boa demais Só não deixa ele perto do café dos pais!
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